ANIMAIS FEROZES, SÓ NA JAULA
A
nação nem se estarrece mais, de tão repetidos esses dramas. Um animal,
ainda por cima embriagado, dirigiu vinte quilômetros na contramão, a 120
por hora, na rodovia Raposo Tavares. No final, matou um casal que
viajava em sentido contrário. Em poucas semanas estará em liberdade.
Nem
é preciso lembrar outros exemplos. Estão todos os dias nas páginas de
jornal, sob formas variadas. Arrastaram um menino por diversos
quarteirões. Atropelaram e mataram famílias inteiras.
Fosse
na China e rapidamente teriam recebido um tiro na nuca. Não vamos
chegar a tanto, apesar do obvio resultado que fluiria de um plebiscito
nacional sobre a pena de morte.
Mas
condenar esses animais à jaula por toda a vida seria o mínimo a esperar
de um estado democrático organizado. Jamais a impunidade registrada de
formas tão variadas.