Luciana Nunes Leal
BRASIL
Em cima do muro
Assumir ou não meta de inflação abaixo dos atuais 4,5% ao ano? O que virá primeiro: reforma política ou tributária? Essas são duas perguntas ainda sem resposta sobre um possível governo de Dilma Rousseff. Semana passada, Dilma voltou a citar a reforma tributária como prioridade absoluta, se for eleita, o que não é consenso entre seus principais aliados. Em agosto, o ex-ministro Antonio Palocci falou na possibilidade de meta inflacionária “mais ambiciosa”. A candidata escapou da discussão. Os petistas alegam em coro que primeiro é preciso vencer a eleição para depois tratar desses temas.
PAC eleitoral
Fachadas dos apartamentos construídos com recursos do PAC na favela de Manguinhos (zona norte do Rio) foram tomadas por propaganda de candidatos aliados de Sérgio Cabral (PMDB) e Dilma Rousseff (PT). Foto: Paulo Vitor/AE
MINAS GERAIS
Mensagem aos conterrâneos
Na terça-feira à noite, Aécio Neves e Antonio Anastasia deram uma pausa na campanha de rua para gravar participação no programa de TV do paulista Geraldo Alckmin (PSDB). A iniciativa vai além do companheirismo de partido. O governador e seu antecessor querem chamar atenção dos mineiros, especialmente do interior, que têm antenas parabólicas em casa e recebem transmissão dos programas de São Paulo e não de Minas. Os tucanos enfatizaram o número do partido.
SANTA CATARINA
Pressa na reta final
O senador Raimundo Colombo (DEM), que disputa o governo, disparou e-mails para colaboradores com a recomendação de que insistam na comparação de sua produção legislativa com a das adversárias, a deputada Ângela Amin (PP) e a senadora Ideli Salvatti (PT). No Paraná, pressionado pela subida de Osmar Dias (PDT), o tucano Beto Richa distribuiu texto em que critica a “truculência” do governo estadual e lembra que faltam “menos de duas semanas” para 3 de outubro.