CORREIOS: CAIXA DE R$ 5 BILHÕES SEDUZ POLITICOS

PAULO MELO CORUJA NEWS
CH

Correios: caixa de R$ 5 bilhões seduz políticos

A cobiça dos políticos pela Empresa de Correios e Telégrafos pode ser traduzida em números: atualmente a estatal soma em caixa, limpos, R$ 5 bilhões. Além disso, o faturamento anual dos Correios chega a R$ 13 bilhões. Foi exatamente por isso que a presidenta Dilma decidiu afastá-los da empresa, entregando-a aos cuidados do ministro Paulo Bernardo (Comunicações), que nomeou pessoas de sua confiança para tocá-la.

Recuperação

Dilma quer os Correios recuperando sua antiga reputação de eficiência, destruída após sucessivas gestões incompetentes.

Briga pelo poder

Os Correios afundaram na briga entre dirigentes indicados pelo PMDB, alguns muito ruins, e grupos corporativistas dedicados a sabotá-los.

Os sem-cargos

A ex-governadora do Pará Ana Júlia e o ex-deputado mensaleiro Paulo Rocha andam implorando cargos no governo. Está difícil para ambos.

Maior sujeira

Durante o desgoverno de Rogério Rosso no DF, a capela da residência oficial de Águas Claras foi transformada em depósito de entulhos.

Contra a lei, Ideli abre o mar aos japoneses

Na surdina, como bom pescador, a ministra Ideli Salvatti (Pesca) autorizou o aluguel de barcos do Japão, sem tripulantes brasileiros, o que é proibido por lei. Ela chancelou “herança” do antecessor, Altemir Gregolin, que descumpriu três avisos do ministério do Meio Ambiente contra o edital que desrespeita a legislação ambiental e trabalhista. A ministra Isabella Teixeira também deixou o barco correr.

Mar aberto

Outros países, como a Espanha, logo pedirão o mesmo privilégio de faturar no Brasil, sem empregar brasileiros e sujando nossas águas.

Rosa-choque

FHC recomendou e o PSDB-SP acatou: todos os diretórios municipais vão priorizar o engajamento feminino nas atividades partidárias.

Segregação

Acordo das secretarias estadual e municipal de Educação de São Paulo impede a transferência de alunos de uma rede para outra.

Luluzinhas de toga

O matriarcado do Tribunal de Justiça do Rio afia as facas na era Dilma: dos desembargadores mais antigos, três mulheres querem disputar a presidência em 2013: Leila Mariano, Nilza Bitar e Maria Inês Gaspar.

Honrosas exceções

Deputados federais e senadores do DF, que moram em Brasília, creia, recebem também cota de passagens aéreas e auxílio-moradia. À exceção dos deputados Luiz Pietschmann (ou Pitiman), do PMDB, e Reguffe (PDT). Ambos também abriram mão do 14º e do 15º salários.

Mil instrumentos

Bruno Dantas é candidato ao Conselho Nacional de Justiça na vaga pelo Senado, onde é consultor. Tem o apoio do senador José Sarney e do ministro Gilmar Mendes. Ele é professor do curso de Mendes.

Choque de embromação

O “choque de gestão” de Aécio Neves e Antonio Anastásia eletrocutou diversas categorias de servidores, em Minas. Um profissional de saúde aposentado após mais de 35 anos de serviço, ganha proventos de R$ 1.050,29, segundo contracheque em poder da coluna.

Bateu saudades

Há forte desconforto nos procuradores de São Paulo com o número de cedidos a tribunais em Brasília. Há procuradores afastados das funções há cinco anos, sobrecarregando os que permaneceram no órgão.

Tá feia a coisa

Não que o megaconstrutor J. Walter Torre tenha desistido de vez de plantar sua bandeira em Brasília, para construir milhares de casas do “Minha Casa, Minha Vida”. É que seu acesso a Dilma está mais roto que a bandeira ao vento no Pavilhão da Praça dos Três Poderes.

O mundo é uma festa

A Agência Brasileira de Inteligência (Abin), vice-campeã em gastos secretos com cartões corporativos, contratou por R$ 2,1 milhões a World Agência de Viagens para fornecer passagens aos arapongas.

Vai dar praia

A Comissão de Constituição e Justiça da Câmara aprovou projeto do deputado petista José Genoino para o governo dar de graça protetores solares a quem não pode pagar. Ah, o sol também é de graça...

É para sempre

Jáder Barbalho sonha com outra eleição para o Senado, no Pará, achando que só ficou inelegível em 2010. Mas, segundo especialistas, continuará assim em 2011, 2012, 2014, 20166...

Poder sem pudor

O mundo dá voltas

Foto O deputado Delfim Netto (então no PDS) chegou atrasado a votação da Lei de Diretrizes e Bases da Educação, em 1993, e se sentou ao lado do colega Paulo Delgado (PT-MG). Informado sobre o projeto em votação, Delfim observou que o petista votava “sim”. Ele não teve dúvidas e brincou: - Se você vota “sim”, então eu voto contra... Anos depois, ambos se encontram na base de apoio ao governo Lula.