PAULO MELO CORUJA NEWS
Roubos se intensificaram nos últimos 10 anos no bairro Boa Vista, em Curitiba.
Câmera de segurança mostra um dos assaltos
à farmácia (Foto: VC no G1)
Há 30 anos o empresário Júlio César de Marchi, de 55, possui uma farmácia no Boa Vista, em Curitiba.
Neste período, ele conta que teve o estabelecimento assalto por 42
vezes, quase sempre com o mesmo procedimento, e sempre por pessoas
diferentes. Ele reclama que os roubos trazem insegurança ao negócio, à
vizinhança e também à própria família.
“Isso é um esquema bem preparado. Tem um ‘cabeça’ dentro do carro, e outros dois entram na farmácia”, contou Marchi ao G1. Ele diz que na maioria das vezes o roubo é rápido, mas que já houve uma situação em que levou um tiro no braço quando o assaltante ficou nervoso. “Eles chegam e metem o revólver, você percebe que estão sob efeito de drogas”, relata Marchi.
O empresário diz que a situação piorou nos últimos 10 anos, de forma que uma das providências tomadas foi a instalação de uma câmera de segurança. O aparato, no entanto, serviu apenas para registrar os roubos, os quais causam prejuízo em torno de R$ 500 por ocasião. “Já fiz de tudo, não sei mais sei o que fazer. Coloquei segurança também, mas eles sabem que o segurança não pode trabalhar armado, com a arma na mão eles são autoridade”, lamenta.
Além da preocupação com o negócio, Marchi enfrenta o problema da segurança da família, já que a filha farmacêutica e a esposa também trabalham no local. Ele conta que já pensou em vender a farmácia, mas que na realidade considera essa hipótese absurda. “Coloca minha família em risco, mas desfazer assim do comércio, do nosso meio de vida por causa de assalto é absurdo. Você paga impostos e não tem garantia de segurança”, reclama o empresário.
‘A gente está entregue’ diz homem que teve farmácia assaltada 42 vezes
Roubos se intensificaram nos últimos 10 anos no bairro Boa Vista, em Curitiba.
Mesmo com o número elevado, proprietário se nega a vender estabelecimento.
à farmácia (Foto: VC no G1)
“Isso é um esquema bem preparado. Tem um ‘cabeça’ dentro do carro, e outros dois entram na farmácia”, contou Marchi ao G1. Ele diz que na maioria das vezes o roubo é rápido, mas que já houve uma situação em que levou um tiro no braço quando o assaltante ficou nervoso. “Eles chegam e metem o revólver, você percebe que estão sob efeito de drogas”, relata Marchi.
O empresário diz que a situação piorou nos últimos 10 anos, de forma que uma das providências tomadas foi a instalação de uma câmera de segurança. O aparato, no entanto, serviu apenas para registrar os roubos, os quais causam prejuízo em torno de R$ 500 por ocasião. “Já fiz de tudo, não sei mais sei o que fazer. Coloquei segurança também, mas eles sabem que o segurança não pode trabalhar armado, com a arma na mão eles são autoridade”, lamenta.
Além da preocupação com o negócio, Marchi enfrenta o problema da segurança da família, já que a filha farmacêutica e a esposa também trabalham no local. Ele conta que já pensou em vender a farmácia, mas que na realidade considera essa hipótese absurda. “Coloca minha família em risco, mas desfazer assim do comércio, do nosso meio de vida por causa de assalto é absurdo. Você paga impostos e não tem garantia de segurança”, reclama o empresário.