'AGENTE ESTÁ ENTREGUE' DIZ HOMEM QUE TEVE FARMÁCIA ASSALTADA 42 VEZES

PAULO MELO CORUJA NEWS

‘A gente está entregue’ diz homem que teve farmácia assaltada 42 vezes

Roubos se intensificaram nos últimos 10 anos no bairro Boa Vista, em Curitiba.
Mesmo com o número elevado, proprietário se nega a vender estabelecimento.

Fernando Castro Do G1 PR
 
Farmácia foi assaltada 42 vezes (Foto: VC no G1)Câmera de segurança mostra um dos assaltos
à farmácia (Foto: VC no G1)
Há 30 anos o empresário Júlio César de Marchi, de 55, possui uma farmácia no Boa Vista, em Curitiba. Neste período, ele conta que teve o estabelecimento assalto por 42 vezes, quase sempre com o mesmo procedimento, e sempre por pessoas diferentes. Ele reclama que os roubos trazem insegurança ao negócio, à vizinhança e também à própria família.
“Isso é um esquema bem preparado. Tem um ‘cabeça’ dentro do carro, e outros dois entram na farmácia”, contou Marchi ao G1. Ele diz que na maioria das vezes o roubo é rápido, mas que já houve uma situação em que levou um tiro no braço quando o assaltante ficou nervoso. “Eles chegam e metem o revólver, você percebe que estão sob efeito de drogas”, relata Marchi.
O empresário diz que a situação piorou nos últimos 10 anos, de forma que uma das providências tomadas foi a instalação de uma câmera de segurança. O aparato, no entanto, serviu apenas para registrar os roubos, os quais causam prejuízo em torno de R$ 500 por ocasião. “Já fiz de tudo, não sei mais sei o que fazer. Coloquei segurança também, mas eles sabem que o segurança não pode trabalhar armado, com a arma na mão eles são autoridade”, lamenta.
Já fiz de tudo, não sei mais sei o que fazer"
Julio César, dono da farmácia
Além da preocupação com o negócio, Marchi enfrenta o problema da segurança da família, já que a filha farmacêutica e a esposa também trabalham no local. Ele conta que já pensou em vender a farmácia, mas que na realidade considera essa hipótese absurda. “Coloca minha família em risco, mas desfazer assim do comércio, do nosso meio de vida por causa de assalto é absurdo. Você paga impostos e não tem garantia de segurança”, reclama o empresário.