PAULO MELO CORUJA NEWS
A ONG Associação Paulista para o Desenvolvimento da Medicina (SPDM) firmou um convênio em 22 de novembro do ano passado para prestar assistência básica de saúde a dois Distritos Sanitários Indígenas que abrangem o interior de São Paulo e os três Estados da Região Sul. Os contratos para um ano de trabalho giram em torno de R$ 31,4 milhões. No entanto, a instituição não estaria dando conta da demanda e cerca de 41 mil indígenas estariam sendo prejudicados. A SPDM assumiu os serviços que eram prestados por outra ONG, a Rondon Brasil, cujo contrato com o Ministério da Saúde terminou em outubro do ano passado.
Nesta segunda-feira, durante reunião do Conselho Distrital para discutir outros temas, o clima ficou tenso por causa dos problemas no atendimento na área de saúde. Os indígenas acabaram fazendo cerca de 10 reféns e um grupo de outros 20 índios, acompanhado por um funcionário do Ministério da Saúde e um representante da ONG, foram até a sede do Ministério Público Federal (MPF), também no Centro de Curitiba, pra tentar chegar a um acordo.
Sem auxílio
Um dos indígenas presentes no protesto é o cacique da Terra Indígena de Palmas, Rivair Ramos, que reclamou da falta de assistência a aldeia, que fica no Sudoeste do Paraná há pelo menos quatro meses. “Estamos sem veículo para transporte (de pessoas doentes) desde setembro”, afirmou. “Não temos recursos para remédios nem convênio com farmácias”, completou.
A SPDM seria responsável por contratar funcionários para cedê-los ao Ministério da Saúde para prestar assistência básica de saúde as aldeias. Boa parte desses funcionários é integrante das tribos indígenas em que trabalham. Porém, os contratos deles não estariam regularizados. “Tem funcionário que está há meses sem receber. Tem gente que não sabe se está contratada ou não”, disse uma índia que trabalha como assistente de saúde.
Indígenas fazem funcionários reféns em Curitiba
Servidores da Secretaria Nacional da Saúde Indígena estão presos no auditório da sede do órgão, no centro da capital
Heliberton Cesca
A ONG Associação Paulista para o Desenvolvimento da Medicina (SPDM) firmou um convênio em 22 de novembro do ano passado para prestar assistência básica de saúde a dois Distritos Sanitários Indígenas que abrangem o interior de São Paulo e os três Estados da Região Sul. Os contratos para um ano de trabalho giram em torno de R$ 31,4 milhões. No entanto, a instituição não estaria dando conta da demanda e cerca de 41 mil indígenas estariam sendo prejudicados. A SPDM assumiu os serviços que eram prestados por outra ONG, a Rondon Brasil, cujo contrato com o Ministério da Saúde terminou em outubro do ano passado.
Nesta segunda-feira, durante reunião do Conselho Distrital para discutir outros temas, o clima ficou tenso por causa dos problemas no atendimento na área de saúde. Os indígenas acabaram fazendo cerca de 10 reféns e um grupo de outros 20 índios, acompanhado por um funcionário do Ministério da Saúde e um representante da ONG, foram até a sede do Ministério Público Federal (MPF), também no Centro de Curitiba, pra tentar chegar a um acordo.
Sem auxílio
Um dos indígenas presentes no protesto é o cacique da Terra Indígena de Palmas, Rivair Ramos, que reclamou da falta de assistência a aldeia, que fica no Sudoeste do Paraná há pelo menos quatro meses. “Estamos sem veículo para transporte (de pessoas doentes) desde setembro”, afirmou. “Não temos recursos para remédios nem convênio com farmácias”, completou.
A SPDM seria responsável por contratar funcionários para cedê-los ao Ministério da Saúde para prestar assistência básica de saúde as aldeias. Boa parte desses funcionários é integrante das tribos indígenas em que trabalham. Porém, os contratos deles não estariam regularizados. “Tem funcionário que está há meses sem receber. Tem gente que não sabe se está contratada ou não”, disse uma índia que trabalha como assistente de saúde.