"FRANCISCO É O CARA QUE ABRE PÓRTAS" DIZ PROFESSOR SOBRE PERFIL JESUÍTA DO PAPA

PAULO MELO CORUJA NEWS

“Francisco é o cara que abre portas”, diz professor sobre perfil jesuíta do papa

Bernardo Filho diz que pontífice terá diálogo atraente aos jovens e buscará quebrar a imagem engessada da Igreja

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Célia Gennari/PUCSP – Barreiro Filho é professor da Universidade Aberta à Maturidade da PUC, em São Paulo
As decisões e as práticas humildes do papa Francisco chamam a atenção desde quando foi escolhido para assumir o mais alto posto de liderança da Igreja Católica, em março deste ano.E isso desperta o interesse e voltam os olhares da imprensa internacional para o Brasil, local que receberá o pontífice em sua 1º viagem ao exterior, nesta segunda-feira (22). Com a missão de reformar o Vaticano, Francisco vem ao País com diálogo atraente aos jovens e disposto a quebrar a imagem engessada da Igreja.
“Francisco é o cara que abre as portas”, diz o professor e historiador Roberto Barreiro Filho, de 55 anos. Para ele, que estuda a história e transformações do Vaticano há mais de 20 anos, a Igreja Católica oficializará sua nova postura no Brasil com a Jornada Mundial da Juventude (JMJ), encontro com a comunidade jovem católica entre os dias 23 e 28 deste mês no Rio de Janeiro. “Como já dispensou o papamóvel blindado, não me surpreenderia se ele fosse para a galera durante a entrada oficial. Ele é o povo.”
O professor acredita ainda que a Igreja passa por um momento necessário de revisão e que a saída de Bento 16 ocorreu como uma resposta para como a instituição era conduzida. “O cenário de escândalos fortaleceu a parcela progressista de cardeais [para eleger Francisco] e foi fundamental para essa linha de pensamento voltar ao poder com força. Essa linha já foi defendida por outros papas, porém permaneceu abafada.”
Sobre a recusa no uso do Papamóvel sem blindagem, o professor diz: “Pedro, Paulo e Jesus fizeram isso [a aproximação com o povo]. Mais um sinal que o objetivo de Francisco é resgatar a essência da Igreja. Ele é um cara que abre as portas. Uma ameaça [de atentado ou fanatismo] é consequência do seu ato de fé e do seu caminhar. Na Jornada Mundial da Juventude, sua segurança deve ser feita pelo próprio povo.”