Sergio Moraes/ Reuters
Mais dinheiro: o problema não é aumento, mas a contrapartida.Uma velha polêmica que sempre renasce no fim dos mandatos federais volta à tona. É a hora de discutir possíveis aumentos no salário do presidente, dos ministros e congressistas. Medida impopular, mas, ao mesmo tempo, recheada de preconceitos.
Veja quanto ganha cada um, em valores brutos:
Presidente - R$ 11.420,21
Deputados e senadores - R$ 16.512,09
Ministros - R$ 10.748,43
Deputados e senadores - R$ 16.512,09
Ministros - R$ 10.748,43
Sem hipocrisia, os salários são baixos. Está certo, todos têm uma porção de benefícios, como moradia e transporte, mas ainda sim é baixo.
Com esses valores, prevalece o jeitinho. Parlamentares, por exemplo, têm direito a uma cota mensal de verba indenizatória que varia entre R$ 23.033,13 R$ 34.258,50 (a dos paranaenses é de R$ 29.154,13). Sem contar nos R$ 60 mil por mês para a contratação dos funcionários de gabinete.
Somando tudo isso, aí sim vira muito dinheiro. São essas continhas, menos aplicáveis a ministros e presidente, que são enganosas.
É justo que todos eles recebam mais, muito mais. Assim como é justo que os deputados não recebam salário durante os quatro meses em que ficaram fazendo campanha sem realizar sequer uma votação em plenário. Vale também para o presidente e ministros que fizeram campanha descaradamente em horário de serviço ou fora dele usando toda parafernália estatal.
Se for assim, que venham os aumentos. Mas será que eles topam?
Se for assim, que venham os aumentos. Mas será que eles topam?