CONVITE A CIRO GOMES PODE LEVAR O PMDB A REBELIÃO

PAULO MELO CORUJA NEWS
CH

Convite a Ciro faz PMDB ameaçar uma rebelião

Senadores e deputados do PMDB, que sempre se digladiam na disputa por cargos, agora se unem contra a oferta de ministério ao deputado Ciro Gomes (PSB-CE), ameaçando rebelião contra o governo Dilma Rousseff. Recentemente, Ciro disse que o vice-presidente eleito Michel Temer era “chefe de um bando de assaltantes” e até que o candidato tucano a presidente José Serra era “mais preparado” que Dilma.

Mercado de ofertas

Ciro esnobou o Ministério da Integração e insinuou interesse na pasta da Saúde. Mas só recebeu a oferta de presidir o Banco do Nordeste.

Pendurado na brocha

O governador de Pernambuco e presidente do PSB, Eduardo Campos, não indicou Ciro Gomes para qualquer cargo, abrindo crise no partido.

E o prestígio?

A força de Eduardo Campos está em xeque: indicou Fernando Bezerra para o Ministério da Integração há quinze dias, mas, até agora, nada.

Dino na AGU

O deputado e ex-juiz federal Flávio Dino (PCdoB-MA) é um dos mais cotados para a Advocacia-Geral da União, no governo Dilma Rousseff.

Ministro da Previdência era chefão na Bancoop

O ministro Carlos Eduardo Gabas (Previdência) deixa o cargo com uma “herança maldita”: a Cooperativa Habitacional dos Bancários, fundada pelo PT, que teve o sigilo fiscal quebrado pela Justiça. Substituto de Ricardo Berzoini, um dos fundadores da Bancoop, Carlos Eduardo Gabas era do conselho fiscal e assinou os balanços para lá de suspeitos, que culminaram com centenas de famílias sem-casa.

‘Inconsistente’

Uma auditoria da Therco mostrou balanços da Bancoop “recheados de inconsistências”, reforçando a ação do Ministério Público.

Sem-teto

O futuro ex-ministro também herdou outra “maldição”: cooperado da Bancoop no condomínio Anália Franco (SP), está sem casa até hoje.

O candidato

Vem aí o Nobel de Literatura, categoria Ficção Científica: o livro de Lula com as realizações “comprovadas”, registradas em cartório ontem.

Uma pirueta, duas piruetas

O deputado eleito Tiririca (PR-SP) estreou no Congresso em grande estilo: achou “legal” e “bacana” o aumento dos salários. Aprendeu rápido o que faz um deputado. E pensar que o palhaço era ele...

Surdos-mudos

O governador eleito do Rio Grade do Sul, Tarso Genro (PT), não faz ideia de como será a própria posse, dentro de 16 dias. Sua equipe simplesmente não fala com a da governadora tucana Yeda Crusius.

Oscar, 103

Oscar Niemeyer recebia visitantes de Brasília quando um deles perguntou como se sentia, ao completar 103 anos de idade. A resposta do genial arquiteto: “Uma merda. Preferia estar completando vinte”.

Como era antes

A atual diretoria da Infraero prepara uma surpresa de fim de ano: seu novo estatuto, permitindo contratar funcionários sem concurso, como era antes, alegando a necessidade de suprir supostas carências.

Difícil missão

O médico alagoano Rafael Barbosa, 50, que foi coordenador nacional de transplantes, recebeu a missão de tirar da ruína a saúde pública do Distrito Federal. Além de amigo pessoal do futuro governador Agnelo Queiroz, ele é um dos mais admirados profissionais de saúde do País.

Apartheid

Além das polêmicas “cotas” nas universidades, o governo federal também incentiva os “clubes sociais negros”, surgidos na escravatura, para a “resistência contra segregação e preconceito”. Cinco Estados têm os clubes afrobrasileiros. E se os brancos criassem seus “clubes”?

Dia cívico

O Senado aprovou ontem um dia de folga, sem desconto, pedido com um mês de antecedência, para o trabalhador “tratar de problemas particulares” etc. Que tal ver como trabalham os senadores?

Lelé Castro

A exemplo do amigo Lula, Fidel Castro também elogiou o Wikileaks, em outra “reflexão” nos jornais oficiais, por “colocar os EUA de joelhos”. Mas criticou a publicação de “ataques a países revolucionários”.

Tremendão

A “namoradinha que fez aborto”, citada pelo governador do Rio, Sérgio Cabral, deve ter preferido casar com um amigo dele, mora.

Poder sem pudor

O famoso quem?

Foto
Mário Quintana estava concentrado no trabalho, no jornal Correio do Povo, quando alguém o chamou para apresentá-lo a Leonel Brizola, recém-eleito governador do Rio Grande do Sul. Segundo relata Antônio Goulart no livro “As tiradas do Dr. Brizola” (Martins, RS), Quintana perguntou: - Qual é mesmo a sua graça?... Cessadas as gargalhadas, o poeta admitiu: - Foi o baixo mais alto que eu dei na vida...