PAULO MELO CORUJA NEWS
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Obras no Maracanã pagariam três Itaquerões
Os sucessivos governos do Rio descobriram um campo fértil para torrar o dinheiro público em obras para empreiteiras amigas. O Maracanã passa pela terceira reforma geral em apenas dez anos, com custos que já somam R$ 1,1 bilhão, suficientes para construir três estádios novos do Corinthians (R$ 470 milhões cada), o Itaquerão. A Odebrecht papou duas reformas nesse jogo, nos governos Rosinha e Cabral.
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Histórico da gastança
O Maracanã foi reformado em 2000 (R$ 50 milhões), 2007 para o Pan-Americano (R$ 200 milhões), e agora para a Copa (R$ 860 milhões).
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Reincidente
A Odebrecht, que também vai construir o Itaquerão por muito menos, abocanhou as reformas de 2007 e de 2011. No total, R$ 1,06 bilhão.
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Em flecha
O valor da reforma atual era R$ 430 milhões. Pulou para R$ 500, R$ 630, R$ 720 e, até o fechamento da coluna, estava em 860 milhões.
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Ela, de novo
A Odebrecht continua na jogada: é a empreiteira que lidera o consórcio da atual – terceira – reforma do Maracanã.
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Turma da Ficha Limpa quer seu ministro no STF
Com a iminência do julgamento do mérito da lei da Ficha Limpa, o Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral, que a criou, pressiona a presidenta Dilma Rousseff a nomear para a vaga da ministra aposentada Ellen Gracie alguém comprometido com a causa. O grupo não tem candidato, mas entregou ao secretário-geral da Presidência, Gilberto Carvalho, um abaixo assinado com 150 mil assinaturas.
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Recado
Dirigentes do MCCE se reuniram com Carvalho na quarta (14). O ministro entregou a Dilma e disse que “levará em consideração”.
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Sondagem
Advogado experiente no STF acha que ao menos dois ministros são favoráveis à aplicação da Lei, já, para as eleições de 2012.
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Pra frente
O ministro Luiz Fux, que derrubou a aplicação da lei para as eleições passadas, estaria inclinado a fazer valer a lei daqui para frente.
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Filho da terra
O ministro do Turismo, Gastão Vieira, não esquece as origens: garantiu R$ 3 milhões em emendas para Guimarães (MA), cidade natal. Com 12 mil habitantes em 598 mil quilômetros quadrados, deve estar um brinco.
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Cabotagem em risco
Sem autorização de navegação, há dois anos a empresa Sea Quest Offshore faz o transporte dos funcionários da Petrobras para as Ilhas Comprida e Redonda, na Baía da Guanabara, no Rio. A Antaq só “descobriu” a irregularidade há dias. A Sea continua operando.
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Turma da pesada
O superintendente de Navegação da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) é André Arruda, filho do deputado Vicente Arruda (PR-CE), da turma de Valdemar Costa Neto (PR-SP), aquele.
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Carma
Até hoje não foi alterado o conselho de administração da Codeplan, a empresa de planejamento do governo do DF. É o mesmo nomeado por Durval Barbosa e cria dificuldades para a nova direção do órgão.
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Gastos, gastos
O ministro Orlando Silva (Esporte) foi convidado a detalhar os gastos do governo com a Copa do Mundo, na Comissão de Fiscalização e Controle da Câmara. Gastos com tapioca estarão fora de questão.
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Boca livre aérea
Infraero adora voar. Enquanto as equipes de Operações, Navegação Aérea e Manutenção foram a Londrina, a de Licitações escolheu Maceió para seu encontro corporativo, e a de Comunicação Social foi a Natal para o seu seminário de outubro. Boca livre por nossa conta.
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Morte da CPI
Nos corredores da Câmara Distrital do DF é dada como morta a tão CPI do Pró-DF. O governo está convencido de que as investigações são apenas pretextos da oposição ou para “achacar” empresários.
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Capitalismo selvagem
A multinacional DHL cobrou R$ 180 para levar um documento de Brasília para o Nordeste, por isso um cliente foi à Gol-Log e pagou R$ 32, seis vezes menos. Já ia embora quando viu chegar à loja a van da DHL carregada de encomendas... a serem transportadas pela Gol-Log.
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A conta é nossa
Sabedoria de um taxista de Belo Horizonte, sobre a recente mudança política: “Saiu um ladrão e entrou um gastão...”.
- Poder sem pudor
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Comigo mesmo!
Convidada pelo colega Ney Suassuna (PMDB-PB) para acompanhá-lo ao jantar oferecido ao príncipe Philippe, da Bélgica, na embaixada de seu país em Brasília, a então senadora Íris Araújo (PMDB-GO) pilheriou:
- Só se for para entrar de mão dada com o senhor. É para dar o que falar!
Ney Suassuna topou na hora:
- Dar o que falar é comigo mesmo!